Nutrição e saúde aquicola

 Ambiente 

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Todos os animais aquáticos têm necessidades ambientais específicas. É necessário um controle cuidadoso do ambiente onde os animais são cultivados para que haja condições ideais para o crescimento da espécie relevante. Deve-se manter boas condições de salinidade, temperatura, oxigênio dissolvido na água e pH, além de outros fatores de estresse conhecidos, como a amônia.

As operações de aquacultura utilizam uma combinação de projetos de sistemas e manejo ambiental para manter os principais parâmetros ambientais dentro de uma faixa ideal para a espécie. Grandes diferenças em salinidade, temperatura e outros parâmetros podem ter efeitos importantes sobre o desempenho das espécies aquáticas. A amônia, principalmente, é um grande fator de estresse e pode ser responsável por um desempenho baixo em muitos sistemas de aquacultura.

Tem-se falado bastante nos últimos anos sobre o impacto da aquacultura no meio ambiente, e os aquacultores estão caminhando a passos largos para reduzi-los. Níveis mais baixos de proteínas nas rações, a redução na utilização de farinha e óleo de peixe e um melhor manejo da qualidade da água estão dentre as medidas que os aquacultores têm adotado para minimizar o impacto sobre o meio ambiente.

Reduzindo os níveis de amônia
Níveis elevados de amônia na produção de animais aquáticos podem levar a efeitos deletérios sobre a saúde, incluindo a diminuição na imunocompetência, a redução no consumo de ração e na taxa de ganho de peso, além de lesões nas guelras que causam uma diminuição na oxigenação do sangue. A amônia é tóxica em níveis elevados.
Estudos científicos mostram que aditivos naturais podem baixar os níveis de amônia em lagos. Com ação rápida em vários graus de salinidade, esses aditivos são naturais, e constituem uma maneira de reduzir a amônia e melhorar a produção com um bom custo-benefício. 

Reduzindo a quantidade de farelo de peixe
A busca por alternativas ao uso de farinha de peixe como fonte de proteína nas rações para animais aquáticos tem focado proteínas não animais. Farelo de soja, farelo de milho e outros farelos vegetais já são usados em rações para aquacultura, mas seus níveis de inclusão são limitados pelos requerimentos específicos de aminoácidos para as espécies cultivadas e pela presença de fatores antinutricionais nos vegetais. A utilização de enzimas específicas, minerais quelatos e fontes alternativas de proteínas tem contribuído para o uso de farelos vegetais, já que promovem um aumento na digestibilidade, uma melhora na qualidade nutricional e reduzem os níveis de fatores antinutricionais. 

Melhorando a qualidade da água
Muitas matérias-primas como farelos de milho ou de soja contêm materiais difíceis de utilizar; como níveis elevados de fosfato sob uma forma que animais aquáticos não conseguem aproveitar. Enzimas podem ajudar a quebrar essas matérias-primas e aumentar a disponibilidade do fosfato, reduzindo a quantidade de fosfato que é perdida para o meio ambiente.

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