Na maioria das operações comerciais de aquacultura, a ração é um dos componentes de maior custo; sendo assim, uma boa nutrição e um bom manejo da ração têm um efeito direto sobre o sistema. A produção de uma boa ração começa com a seleção e com o controle de qualidade das matérias-primas, e continua através do processamento propriamente dito até o armazenamento e a utilização na fazenda. As diversas condições de criação de peixes e camarões significam que muitas vezes esses animais têm um requerimento de oligoelementos superior ao disponível nos ingredientes convencionais das rações. Diferenças nas concentrações de minerais na água onde os animais são criados, principalmente na água doce, também têm um impacto sobre a disponibilidade de minerais para os animais em crescimento, e pode ser necessária uma suplementação. Está cada vez mais claro que a nutrição com oligoelementos é um fator chave na melhora da produtividade e do desempenho dos animais.
Nutrição Mineral
Uma boa nutrição ajuda a manter a saúde dos animais aquáticos. O cuidado com os requerimentos de nutrientes traços como vitaminas e minerais pode assegurar uma boa saúde e um ótimo desempenho. Pesquisas recentes indicam que com minerais quelatos (minerais ligados a aminoácidos e peptídeos) ocorre uma menor interação entre os nutrientes da dieta, de maneira que mais minerais são absorvidos. Desse modo, é necessária uma quantidade menor de minerais na dieta para fornecer de maneira eficiente a quantidade requerida por peixes e camarões. Esses minerais quelatos permitem que as metas de produção vistas com óxidos e sulfatos possam ser alcançadas ou até mesmo, superadas.
Requerimentos de Proteína
Quando o objetivo é auxiliar o sistema imunológico de camarões, as proteínas de peixe são um componente importante. Tem-se procurado fontes de proteína não-animais para rações de animais aquáticos, principalmente devido às mudanças nos requerimentos das dietas em todo o mundo. A grande quantidade de proteína em um extrato específico de levedura comprovadamente supera as fontes de proteínas originárias de mamíferos. O perfil de aminoácidos dessa fonte não animal é nutricionalmente adequado, e oferece uma porcentagem de proteína que é estável e que pode ser fornecida de maneira consistente para peixes e camarões.
Micotoxinas nas Rações para Aquacultura
As micotoxinas podem se desenvolver em rações para animais aquáticos que foram fabricadas com matérias-primas emboloradas ou de má-qualidade, ou quando as rações são armazenadas em condições inadequadas. As rações podem ficar molhadas durante o transporte ou podem ser armazenadas em locais onde entra água da chuva, e onde a infestação por ratos ou insetos pode ser um problema importante. Nesses casos, a ração pode embolorar e ser contaminada com micotoxinas. Vários estudos demonstraram que rações mal armazenadas podem conter níveis elevados de aflatoxinas.
As aflatoxinas não são o único problema. Mais de 200 micotoxinas já foram identificadas, muitas das quais ainda precisam ser estudadas em espécies aquáticas; várias delas sabidamente causam graves impactos em outros animais. Dentre os efeitos conhecidos de micotoxinas em animais aquáticos incluem-se: imunossupressão, lesões hepáticas ou hepatopancreáticas, redução no ganho de peso, anemia, tumores, redução na eficiência alimentar e morte. As micotoxinas podem ser ligadas a componentes específicos derivados de leveduras. Essas substâncias adsorvem as micotoxinas tornando-as inofensivas para os animais em crescimento.