Uma maior população humana consome mais alimentos de origem animal, mas isso não vem sem um custo. O impacto da criação intensiva sobre o meio ambiente pode ser devastador. Sendo assim, garantir um meio ambiente mais limpo à medida que aumentamos o desempenho dos animais, é extremamente importante. Um exemplo ocorrido na Europa pode ser usado em outros mercados internacionais chave. Muitas regiões européias são atualmente Zonas Vulneráveis a Nitratos; a poluição por fósforo já foi verificada em vários locais e cianobactérias estão tornando a água inutilizável. Os ruminantes são animais ineficientes, excretando grandes quantidades de minerais e nitrogênio em seus resíduos. Além disso, durante a ensilagem dos alimentos ocorrem perdas de efluentes altamente concentrados que são drenados muitas vezes para cursos d’água.
Contaminação da terra por Metais Pesados
Organismos legislativos em todo o mundo têm proposto a redução dos níveis aceitáveis de minerais nas dietas de várias espécies de animais de produção. Existe o medo de que quantidades excessivas de cobre e outros metais pesados possam tornar o solo e a água insustentáveis para a agricultura em um período de 30 anos. A meta é reduzir o hábito da sobreformulação. A chave é a absorção. Minerais fornecidos sob a forma de sulfatos ou óxidos são pouco absorvidos, pois como elementos de transição com pouca carga, eles interagem com outros minerais presentes no trato digestivo.
Pesquisas recentes sugerem que com minerais ligados a aminoácidos e peptídeos, ocorrem menos interações e mais minerais são absorvidos. Sendo assim, uma quantidade menor de minerais precisa ser suplementada à dieta para fornecer eficientemente os requerimentos dos animais de produção. A promessa de minerais quelatos como esses é a redução da poluição mineral e a capacidade de atender ou até mesmo superar as metas de produção anteriormente observadas com o uso de óxidos e sulfatos.
A Questão dos Efluentes de Silagens
O manejo da perda de efluentes da silagem é um desafio constante. Esses efluentes são indesejáveis, já que além de constituem a principal fonte de poluição de cursos de água se eles drenam até rios, eles representam uma grande perda de nutrientes durante a ensilagem. Ao utilizar estratégias para reduzir as perdas de matéria seca da cultura durante a ensilagem, a quantidade de efluentes produzidos pode ser diminuída de maneira significativa. Uma das estratégias é garantir que ocorra uma predominância de fermentação por ácido lático em vez de ácido acético. Isso leva a uma maior retenção de valor alimentar da forragem ensilada, já que esse tipo de fermentação é mais eficiente em termos energéticos e produz menos subprodutos deletérios.
Reduzindo a excreção de nitrogênio e amônia Para alcançar retornos máximos, os produtores devem buscar fazer com que os animais comam e absorvam o máximo de nutrientes possíveis da dieta, para produzirem carne ou leite. No entanto, um consumo elevado significa uma maior produção de resíduos. A amônia e o sulfeto de hidrogênio são os dois gases mais comumente emitidos de resíduos de ruminantes. Esses gases não são um problema apenas devido a seu odor forte, eles também podem prejudicar o trato respiratório e o apetite dos animais, além de poderem causar um aumento nos níveis de nitrogênio uréico no leite e no sangue. Produtos naturais como extratos vegetais comprovadamente reduzem as emissões de amônia e de sulfeto de hidrogênio nos resíduos dos animais, além de estabilizarem os níveis de uréia no leite e no sangue.